Por poeta Theo Netto: Tempos atrás na terra da onça

Foto: Quadra de Esportes Aristófanes Fernandes e o Pavilhão da Gente na década de 70.

A partir de uma resenha com conterrâneos em um grupo de WhatsApp, o poeta santoantoniense Theo Netto se inspirou para escrever uma poesia relembrando como era os tempos passados na terra da onça. Em seus versos, o poeta conta boas recordações de uma época saudosa em que nossa cidade ainda era pacata e tranquila, as pessoas se socializavam e não havia influência da tecnologia.

TEMPOS ATRÁS NA TERRA DA ONÇA

Dar umas voltas na igreja
Pra ver se ela também tava,
Ninguém tinha celular,
Tinha amigas que ajeitava;
Mas se lá não desse certo
Na quadra ficava esperto,
Que paquera ali rolava.

Pra manter em segredo
Quando era só pra ficar,
Tinha que ser logo cedo
Pros pais não desconfiar;
Pelos becos e pracinhas,
O medo era das vizinhas
Que adoravam fuxicar.

E quando ficava sério
Não tinha como correr,
Tinha que pedir aos pais
Para o namoro valer;
Sair nas ruas sem medo,
Fazer um lanche em Walfredo,
Nas calçadas prosear.

Na Discoteca do Club
Nem precisava pagar,
Com o carimbo do amigo
Gordinho, nem ia olhar;
Um ambiente amistoso
Remete um tempo saudoso
Que nada irá apagar!

Theo Netto