Parabéns a Terra da Onça: Santo Antônio celebra 130 anos de Emancipação Política

A cidade de Santo Antônio, a ‘princesinha do Agreste’, localizada no centro da região, comemora hoje seus 130 anos de Emancipação Política do Município. Em tempos difíceis, a terra do Salto da Onça, como ficou conhecida pela sua lenda histórica, o município de muita história, mas também de enormes desafios, celebra essa data importante e marcante para o seu povo e para todos aqueles que têm raízes e amor por esse lugar maravilhoso.

Com a religiosidade de seu povo marcada pela fé ao longo de sua história e a força do trabalho de sua gente, Santo Antônio venha a superar essas adversidades e ser uma cidade melhor para se viver, com progresso, pleno desenvolvimento, prosperidade e de oportunidades para todos.

Viva a Santo Antônio, e acima de tudo viva a seu povo, dos mais simples e humildes a todos que contribuíram para o seu desenvolvimento e a escrever a história desta linda terra lendária do salto da onça.

História

No ano de 1850, um dos mais antigos proprietários da região, Florêncio da Costa Palma, vendeu um sítio compreendendo toda a área da futura sede de Santo Antônio, entre o rio Jacu e o riacho dos Macacos. A compradora dessas terras, Ana Joaquina de Pontes, veio de Pernambuco estabelecer-se ali. A senhora Ana Joaquina de Pontes fundou o povoado, desenvolveu a agricultura, constriui casa e doou terras. Em 1869, doou o terreno para a capela consagrada à Nossa Senhora da Conceição. Em meados do ano de 1874, Ana Joaquina de Pontes e sua família haviam alcançado razoável situação na agricultura e na indústria rural; criaram uma pequena feira, atraindo forasteiros e novos habitantes. Essa feira, que marcou o início do povoado, constitui-se, hoje, numa tradição no comércio de Santo Antônio. Ana Joaquina de Pontes faleceu em 1879 quando o povoado formava praticamente uma vila. Seus restos mortais se encontram, hoje, na secretaria da Paróquia Nossa Senhora da Conceição. 

Nas proximidades do rio Jacu, existe uma pedra rachada ao meio com uma fenda medindo aproximadamente três metros. Segundo a lenda de origem da cidade, uma onça, ameaçada por um caçador, foi ferida mortalmente ao saltar de uma pedra para outra surgindo, assim, a denominação “Salto da Onça”. O nome de Santo Antônio foi dado à localidade pelo vigário de Goianinha, Padre Manuel Francisco Borges, quando, por ocasião, celebrou a primeira missa na Vila Salto da Onça. Apesar da mudança no nome, a população estabeleceu a denominação Santo Antônio do Salto da Onça, unindo história e religiosidade. 

Emancipação

O município de Santo Antônio foi criado pelo Decreto nº 32, de 05 de julho de 1890, por Joaquim Xavier da Silveira Júnior, desmembrando-o do município de Goianinha. Em 31 de março de 1891, através do Decreto 102, assinado por Amintas Barros, voltou a pertencer ao município de Goianinha. Tornou-se cidade de Santo Antônio, pelo decreto 457, de 29 de março de 1938, pelo interventor Rafael Fernandes Gurjão. O Decreto-Lei 268, de 30 de dezembro de 1943, denominou-se de Padre Minguelinho, o que não foi mantido na Lei nº 146, de 23 de dezembro de 1948, voltando a denominação anterior de Santo Antônio. (Fonte: IBGE, IDEMA/RN). CLIQUE AQUI e saiba mais sobre a cidade de Santo Antônio.